segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CAMPEÃO CATEGORIA ESCOLHA DA AUDIÊNCIA OSCAR DA UMBANDA 2012


HOJE RECEBI A NOTICIA QUE O PONTO " ENCONTRO DO RAIO COM O TROVÃO " FOI O PONTO GANHADOR DA ESCOLHA DA AUDIÊNCIA NO OSCAR DA UMBANDA 2012....
O BRASIL INTEIRO PEDIU E FICO MUITO AGRADECIDO A TODOS!!!
SEI QUE FUI EU QUEM COMPUS O PONTO MAS NÃO SERIA NADA SE NÃO FOSSE ESSA FAMÍLIA MARAVILHOSA DA TU OGUM MEGÊ, CABOCLO FLEXEIRO E BAIANO ZÉ DO COQUINHO. E CLARO AO NOSSO MARAVILHOSO PAI LUCIANO...
JÁ LEVAMOS UM TROFÉU NO OSCAR DA UMBANDA 2012 EM NOVEMBRO...QUE VENHA MAIS.....
MUITO OBRIGADO MEUS IRMÃOS, EKEDYS, PAIS E MÃE PEQUENAS E A TODOS DA CURIMBA FILHOS DE OGUM OBRIGADO POR EXISTIREM....

É O GRUPO CURIMBEIROS DE SENZALA CHEGANDO PRA FICAR MESMO !!!!

EIS A FOTO DO NOSSO TROFÉU QUE VAMOS BUSCAR EM NOVEMBRO NA PREMIAÇÃO:


JÁ QUEM AINDA NÃO CONHECE A CANTIGA OU NÃO VIU O VÍDEO:


AXÉ A TODOS E MUITO, MAS MUITO OBRIGADO MESMO


ALAGBÊ ARTHUR TY OGUN E FAMÍLIA CURIMBEIROS DE SENZALA



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

BABAKEKERÊ E YAKEKERÊ





Babakekerê é o mesmo que Pai pequeno é a segunda pessoa na casa de candomblé.
Na ausência da Iyalorixá ou Babalorixá é ele que assume o comando. 

Está sempre presente e faz parte de todos os preceitos e obrigações.

A Iyakekerê ou Mãe pequena, é seu correlato feminino, é a substituta da mãe ou do pai de santo, seu sucessor eventual, lhe está imediatamente abaixo na escala da hierarquia, como administradora civil e religiosa do candomblé.

Esse cargo na maioria das vezes é ocupado pelo primeiro iniciado na casa de candomblé filha/o mais velho portanto. 

Pode ocorrer também, que o orixá da iyalorixá ou babalorixá escolha um outro filho que não o primeiro para ocupar a função, por questão de confiança ou por ser alguém da família.

Dependendo da casa, o pai pequeno ou mãe pequena será o primeiro da lista de sucessão ao cargo de direção da casa, no caso de falecimento do pai ou mãe de santo. 

Em outras essa decisão é só através do jogo de búzios, e em outras é hereditário, só pessoas da própria família, (ex:, Terreiro do Gantois) até hoje só mulheres da família assumiram o cargo de iyalorixá.

A palavra Pai Pequeno, pode ser utilizada de duas formas: 

Quando se refere ao cargo de uma casa de candomblé, e quando uma pessoa ajuda o babalorixá na iniciação de um neófito, ele será o pai pequeno desse neófito. 

Todo iniciado tem um babalorixá ou iyalorixá e um pai pequeno ou mãe pequena.

No caso é a pessoa que cuida do iniciado durante todo o período de recolhimento e o responsável pela educação do mesmo dia e noite na ausência do babalorixá.

A BENÇÂO A TODOS MEUS PAIS E MINHAS MÃES!!!!


FÉ NO ORIXÁ



A fé maior é a experiência do nada, do silêncio, da entrega maior em busca
de algo maior dentro e fora de nós mesmos. Ela é o código para a tramsformação,
para a energia do Ori se fundir com o Orixá.

Fé é a aptidão psicológica para "passar por desafios" por um objetivo. Difererente
da fé está a impaciência, a dúvida.

A FÉ é a força que determina a aptidão para a ação.

Convicção + certeza + ação + fé = MILAGRES!

Quando estamos inundadps dela, o que existe em nós é uma Estima alta, completa
existindo o sentimento de plenitude que nos leva a ação e a conquista de nosso objetivo
sem ação dos AJÉ (a contra inteligência, inveja, maldições, feitiços...).

Fé é crescimento e paciência, é ter certeza que o que você deseja e necessita já está ali.
É a força para vencer a contra inteligência chamada AJÉ.

A única forma possivel de adquirir conhecimento é através da fé. Continuamos nossos caminhos,
enfrentando os desafios diários pela fé. Vencemos a nós mesmo e a tudo na vida, com o poder da fé !
Pense nisso, coloque em seu coração, coloque em ação...

AXÉ !!!!!


terça-feira, 7 de agosto de 2012

ALAGBÊ



Um ALAGBÊ não como parece para muitos um BATUQUEIRO, cuja função
seja fazer barulho com o ATABAQUE, ILÚ, NGOMA ou com o TAMBOR
como muitos podem até o RUM< RUMPI e o LÊ.
Para ser um ALAGBÊ é necessario ter obrigação, ORIXÁS sentada nas devidas
vasilhas e suas ferramentas, conhecer cada um dos seus ORIXÁS, suas lendas
costumes, sua verdadeira energia.
Ter o conhecimento teórico igual do seu BABÁ, diferenciando apenas na 
pratica pois a seu BABÀ andou pela estrada e o pó do caminho ensina, mas
esses ensinamento está a disposição a quem deseja e faça por merecer.
Um ALABÊ além do conhecimento adquirido tem que ter muita diciplina
comportamento ético e claro discernimento sendo capaz de diferenciar cada
manifestação, o quando no ebós, é peça importante na chamada dos ORIXÁS
corretos com cada AXÉ.
Tem que ter firmeza, confiança no seu conhecimento.
O resultado de um AXÉ depende muito do bom desempenho do ALABÊ, 
trabalhando de maneira uma com seu BABÁ em prol de um resultado 
satisfatorio.
A função do ALAGBÊ, não se resume em apenas tocar a Ngoma (tambor), mas
sim, ter um conhecimento do fundamento que é necessario para desempenhar a
mesma.
Os tambores são tratados da mesma maneira que os assentamentos, recebendo
agrados enérgéticos, velas, etc; que traduzem a importancia dos mesmos nos
rituais e os ALAGBÊS são encarregados dessa administração.

A benção a todos Alagbês...





ALAGBÊ ARTHUR TY OGUN

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A SACERDOTISA DA COMIDA NO CANDOMBLÉ




O segredo desta culinária é comandado pela guardiã da cozinha, a Yabassê. Aquela que “muito faz e pouco fala.” Quando se fala da sacerdotisa da comida, as formas mais antigas de transmissão do conhecimento trazida pelas diversas etnias africanas vão ser evocadas: a observação e a convivência. E o mestre dos mestres será mais uma vez chamado: o tempo. O conhecimento ritual, o respeito, a criatividade e o comando apresentam-se como o perfil da Yabassê e orientam à sua escolha, mesmo que, hoje, nos “novos tempos,” poucas sejam as mulheres que se disponham a tal cargo; não pelo gosto, mas pelas funções assumidas por elas na sociedade.

A imagem da Yabassê apresentada pelos sacerdotes, remonta aos primórdios, quando Olodumaré, Deus, entregou o poder de criar e de tudo transformar às Grandes Mães. A velha que cozinha, divide, assim com o poder ancestral feminino esta força, assim como todas as mulheres. Daí recair sobre ela o tabu da impureza, que reflete as relações de poder, as tensões entre homem e mulher expressas em alguns mitos da sociedade yorubá, num ambiente onde embora sua função seja de procriar, ela goza de plena liberdade e independência dentro do grupo. Permitir que a mulher menstruada manipule a comida é expor toda a comunidade ao poder das Mães Ancestrais, que serve tanto para o bem, quanto para o mal. A Yabassê é, uma das pessoas que no terreiro, mais expressa essa força, pois trabalha com ela dia e noite, ao manipular a colher de pau para transformar grãos e alimentar tudo e todos, conservando, recriando e inventando.

Yabassé é portanto, Cargo feminino no Candomblé, mas que hoje já é determinado em alguns terreiros de Umbanda. É aquela que cuida, separa ingredientes e executa a comida do Santo. Chamada a cozinheira do Axé, é dela a obrigação de ver aquilo que o Santo mais gosta e executar os trabalhos de cozinha. A Yabassé faz também a comida que será oferecida aos visitantes nos dias de festa na Casa. Para exercer esse cargo é preciso que a mulher seja iniciada no Santo e receba a autorização do Pai ou Mãe-de-Santo para ser a cozinheira oficial dos Orixás.

SALVE TODAS AS YABASSÉS

terça-feira, 31 de julho de 2012

3º Encontro de Curimba da FOUCESP


PAÓ






O Paó (bater palmas) vem como tudo dentro
do rito de uma interação e respeito de energias.
O Paó chama à presença, invoca;louva o SER alulidido
ou um elemento de àse;
Como todos os elementos do culto são eficazes entre
o àiyé e o òrun.
Toda a formulação de som nasce como uma sintese,
como um terceiro elemento provocado pela interação
ativa de dois tipos de elementos genitores: a mão ou a
baqueta percutindo no couro do tambor, a vareta batendo
no corpo do agogo, o pêndulo batendo no interior da campainha àjá,
a palma batendo no punho.
O som é conduzido por Èsù.
A palavra como o som é atuante, porque é condutora do poder do àse,
do hálito, da saliva, etc.
O paó é louvado à tudo, principalmente Èsù (Orixa), o grande condutor de energias.
A sequencia a quantidade faz alusão sempre ao movimente -3- uma 
sequencia de som repetido 3 vezes também fazendo referência aos 
"9 Orun", contido em Ìgbá-odù.
Eis o fundamento do Paó...